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sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Vídeo como Meio de Expressão

Adriana Lourenço
 Desde invenção da TV e durante alguns anos, os programas televisivos eram transmitidos ao vivo. Os equipamentos mais antigos não suportavam a gravação de sons e imagens em fitas magnéticas.

De acordo com o dicionário Michaellis (2008),vídeo é parte de um equipamento de circuito de televisão que atua sobre os sinais de imagem e permitem a percepção visual das emissões.

Para o Curso TV na escola o vídeo é entendido como:

“Chama-se hoje vídeo a toda mensagem audiovisual registrada em fita, desde gravações de programas de TV e filme através de videocassetes a mensagens produzidas em câmeras de vídeo por amadores”.

A maioria das escolas públicas brasileiras já possui esse recurso, que auxilia no processo de gravação de programas educativos como os da TV Escola. Essas gravações servem como apoio didático para os professores, o que sugere que seja montada uma videoteca com todo esse material, para que posteriormente possa ser usado durante as aulas das diversas disciplinas.

A videoteca escolar deve ter como característica principal, a disseminação do conhecimento produzido por vídeo.

O vídeo escolhido corretamente serve para ampliar o conhecimento dentro da sala de aula, fornece ao professor diversos procedimentos técnicos como: adiantar, congelar imagens, retornar, utilizar trechos escritos importantes e focalizar cenas com maior precisão.

Para isso o professor precisa ter disponíveis os seguintes equipamentos:

• Aparelho de videocassete;

• Antena parabólica ou receptor de satélite;

• Câmera de vídeo ou filmadora digital;

• Televisor.

Ressaltamos que o vídeo não é um meio audiovisual puramente reprodutor de imagens, mas uma tecnologia a favor da aprendizagem.

Ferrés (2001) nos recorda que o vídeo é um meio de comunicação e um meio de ensino.

Podemos analisar por esses dois prismas que se trata de um meio que possibilita para recepção de informações em massa e segundo como fonte propiciadora de análise e uso com fins pedagógicos.

Os Diversos Caminhos Pedagógicos de Utilização da TV/Vídeo na escola

Adriana Lourenço

Existem inúmeras possibilidades no desenvolvimento das atividades curriculares, e uma delas é a possibilidade do uso da TV/vídeo. A proposta não é apresentar soluções prontas, mas sim indicar alguns caminhos de sua utilização.

Partindo dessa premissa, o sucesso do uso das tecnologias na educação muito também depende do conhecimento dessas tecnologias, a sua aplicabilidade e o planejamento do professor. Abaixo relacionaremos o uso da TV/Vídeo em diferentes áreas do conhecimento.



Língua Portuguesa

De acordo com Garcez (2001) qualquer material audiovisual pode ser considerado um texto e adentra os campos tratados pela Língua Portuguesa, já que do acesso a “leitura” e análise da língua utilizada.

De acordo com o Curso TV na Escola, há pelo menos duas possibilidades de selecionar esse recurso, a primeira quando o professor seleciona o vídeo previamente e o trabalha de forma interdisciplinar e a segunda é quando o professor de Língua Portuguesa escolhe o recurso para ampliar o conteúdo de um assunto específico.

O professor em qualquer uma das situações acima descritas tem a multiplicidade desse recurso ao seu favor para flexibilizar o seu trabalho.

O texto audiovisual pode ser usado como estratégia para trabalhar as informações pertinentes a um determinado assunto ou especificamente a linguagem que está sendo utilizada no próprio material.

Ambos os aspectos também podem estar voltados num determinado material audiovisual que pode ser usado parar tratar ao mesmo tempo a questão temática e a sua estrutura de linguagem.

Em qualquer um dos casos o professor de Língua Portuguesa, estará trabalhando e auxiliando a desenvolver no aluno as competências e habilidades lingüísticas que os encaminhem, a saber, ouvir, falar, ler, escrever e analisar a língua materna em diversas situações de uso da linguagem verbal e com objetivos diversos.

As atividades desenvolvidas através do uso da TV/Vídeo, proporcionam aos estudantes o contato com os diversos gêneros orais específicos e dessa maneira, podem analisar e refletir sobre o seu funcionamento e estrutura: entrevistas, debates, comentários, propaganda, telenovela, narrativas ficcionais e outras afins.

Em suma, o uso da TV/Vídeo proporciona uma infinidade de atividades voltadas para ampliação do universo lingüístico dos alunos.



Matemática

A ciência Matemática parte do concreto para depois adentrar os espaços do abstrato, por esse motivo o professor de Matemática deve ter o cuidado quando selecionar o vídeo para utilizá-lo em suas aulas.

Vídeos de aulas gravadas ou demonstrações de pessoas manipulando objetos concretos, não despertam a atenção dos alunos.

Então se sugere que escolha vídeos que possibilitem movimentação a objetos gráficos não manipuláveis, outros que possibilitem a combinação de imagens diversas e aproveitar também a linguagem audiovisual como elemento motivador das aulas.

Na área de Matemática, o professor pode trabalhar com o vídeo especificamente para iniciar assuntos relacionados na área da história da Matemática, simetria, pavimentações de plano e perspectivas.

É claro que o vídeo não atende a todos os assuntos específicos dessa área, mas eles devem ser utilizados como forma fomentadora nessa disciplina, para que leve os alunos a estabelecerem relações, a resolver situações problemas e outros objetivos. Porém cabe o professor levar o aluno a desenvolver o olhar crítico sobre aquilo que assiste.



Ciências

Sabemos que muitas mudanças correram nas últimas décadas, principalmente no que tange a respeito da sociedade atual, da qual o conhecimento científico e tecnológico é cada vez mais valorizado. Em vista disso, como podemos pensar na formação de um sujeito crítico e participativo, senão promovermos situações favoráveis a apropriação de conceitos e procedimentos que permitam o entendimento do teor científico oportunizado pela natureza.

Já passou o tempo em que o professor de Ciências apenas organizava os conteúdos para os alunos enquadrados num mesmo perfil. Hoje, o professor deve oportunizar meios, criar situações, desenvolver diversas alternativas para que o aluno possa ter uma aprendizagem significativa dos conhecimentos científicos e tecnológicos que levem em conta o desenvolvimento de habilidades.

E de acordo com o Curso TV n escola, o uso do vídeo durante as aulas de Ciências constitui-se em outros recursos, um apoio precioso à apropriação dos conhecimentos científicos e tecnológicos, além de contribuir para aprendizagem necessária a linguagem das imagens. A confrontação das informações obtidas a partir de filmes com as concepções dos alunos pode conduzir à formulação e à discussão de novos problemas em sala de aula.

Ao analisar um filme, o aluno desenvolve o seu olhar nas questões da observação, identificação, seleção e hierarquia das imagens. Porém o uso do vídeo de forma alguma pode substituir o professor nem as produções dos alunos.

Os filmes científicos são feitos em sua maioria tendo bases nos documentários explicativos que não possibilitam muito a reflexão. Antes de iniciar um filme o professor deve promover meios para discussão e após exibição do vídeo.



Artes

“Um dos principais objetivos do ensino da Arte na escola é a formação do apreciador, do fruidor dos bens culturais. O desenvolvimento das habilidades apreciativas é direito de todos e não apenas dos profissionais da Arte” (ROSSI, 1999).

A Arte no espaço escolar pauta-se nas práticas que visem a apreciar, ao afazer artístico e a história dos objetos artísticos produzidos pelo homem no transcorrer histórico. O suo da imagem está sendo muito utilizado nessa última década, veiculando diversas informações de forma rápida.

Com as imagens podemos criar diversas possibilidades de narrativas visuais que transportam obstáculos lingüísticos e ampliam o nosso universo comunicacional e expressivo.

Em todos os espaços estamos permeados pelo uso da TV/Vídeo. Esses recursos têm feito parte de nossa formação, nos levando a compreender a realidade atual. Os recursos audiovisuais são veículos de manifestações artísticas e culturais.

Sugere-se utilizar programas de televisão para abordar as diferentes funções da Arte na sociedade. Já uma cena de novela, é um bom exemplo para trabalhar os termos estruturais do diálogo e a construção de personagens.

O vídeo usado com a função de informação e de conteúdo de ensino traz grandes contribuições no processo de troca de informações para a construção do conhecimento.

Em História da Arte, pode-se mostrar um artista e suas obras, as diversas formas de se expressões culturais, fazendo ponte com as diferentes épocas históricas.

A utilização do recurso audiovisual é diversa. A Arte liga-se a esses recursos a fim de desenvolver a apreciação, o fazer artístico e a contextualização de seus movimentos.

A MÍDIA TELEVISIVA/VÍDEO NA ESCOLA

Adriana Lourenço


Desde os tempos primordiais, o homem teve o desejo de registrar imagens. Isso pode ser verificado por meio de estudos históricos, que revelam gravuras e desenhos de animais e pessoas em cavernas e pedras. Embora bastante rudimentares essas ações trazem a origem de uma importante descoberta para a humanidade: a descoberta de que é possível guardar e criar reproduções da vida cotidiana.

Movido pelo desejo do novo e dos desafios, o homem percorreu o caminho do progresso, das descobertas e, em 1826, com Nicéphore Niépce conseguiu produzir uma imagem que deu bases para o desenvolvimento da televisão que conhecemos hoje. Posteriormente, em 1873, com o descobrimento do selênio, o homem passou a transmitir imagens televisivas, dando início a uma nova era no registro de imagens.

Podemos entender a palavra televisão com o significado de “visão a distância”. Atualmente, esse recurso, que está totalmente popularizado, modificou não só a história das imagens, mas também a natureza da própria sociedade, que hoje precisa discutir seus usos, efeitos e possíveis intervenções.

É certo que a mídia televisiva desempenha um papel importante na socialização do ser humano, influenciando o modo de vestir, falar, pensar, além de comportamentos e valores. Atua como referencial para jovens, crianças e adultos quanto à forma de ser e de agir.

A integração da mídia na escola pode ser realizada em dois níveis: como recurso de ensino e como objeto de estudo. Como recurso de ensino o vídeo como a TV, também trazem grandes contribuições para o ensino. Existe uma gama de variedades de programas de vídeo que podem ser utilizado na escola como: desenhos animados, vídeos da Internet, comerciais, programas como TV Escola, propagandas, informativos, produções realizadas pelos alunos e outros.

Devemos ter alguns cuidados com a utilização antes de usar esse recurso. Para sua utilização devemos levar em conta o planejamento do professor, priorizando os objetivos a serem desenvolvidos durante a sua aula, a fim de efetivar a aprendizagem.

A utilização do vídeo exige prioritariamente uma checagem inicial dos aspectos técnicos (qualidade do material, qualquer que seja, duração, cor, som, imagem) e pedagógicos (aspectos mais importantes, cenas, adequação à faixa etária, linguagem, assunto, outros).

Além desses cuidados citados anteriormente, outros mais precisam ser considerados na utilização do vídeo em sala de aula. Formas inadequadas podem causar transtornos e descaracterizar seu uso, comprometendo o trabalho do professor.

Moran (1995) aponta algumas formas inadequadas de uso: vídeo-tapa-buraco, vídeo-enrolação, vídeo deslumbramento, vídeo perfeição, só vídeo. Proposta correta de utilização: sensibilização, ilustração, simulação, conteúdo de ensino de dinâmicas de análise do vídeo em sala de aula – leitura em conjunto, leitura globalizante, leitura concentrada e leitura funcional.

Tanto o vídeo como a mídia televisiva, se bem empregado pelo professor, enriquecem a aula e o ambiente escolar e proporcionam uma aprendizagem mais significativa, considerando que “somos tocados pela comunicação televisa sensorial, emocional e racionalmente” (FIORENTINI; CARNEIRO, 2001, p.25).

Na televisão e através do vídeo, há combinação e superposição de várias linguagens – imagens, músicas, escritas, que facilitam a interação, uma vez que sua linguagem estimula a emoção, os desejos, as fantasias, e a percepção através dos sentidos. Isso porque as imagens visuais e auditivas são experiências sensoriais. O que os olhos vêem, os ouvidos ouvem, o cérebro registra. Através desses meios áudios-visuais, viaja-se entre o real e o imaginário, uma hora somos espectadores outras horas atores, transpomos o tempo e o espaço, penetramos em lugares nunca percorridos ou desejados. Enfim nos deixamos levar pelas diversas sensações produzidas por todos esses aspectos. A contribuição que o vídeo e a televisão podem trazer á escola é enorme, mas não são as únicas mídias que possibilitam a interatividade e envolvem o aluno, tocando a afetividade e a emoção.

Esses meios também devem ser considerados como meios favoráveis para democratização do conhecimento e da cultura, para melhorar e acrescer no que tange os sentidos e não como uma forma de “roubar o tempo”, que despontam discussões em virtude do conteúdo transmitido e que propicia embate negativo, principalmente sobre os alunos.

Televisão e vídeo combinam a dimensão espacial com a sinestésica, ritmos rápidos e lentos, narrativas de impacto e de relaxamento. Combinam a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. A integração começa pelo sensorial, o emocional e o intuitivo, para atingir posteriormente o racional. Exploram o voyerismo, e mostram até a exaustão planos, ângulos, replay de determinadas cenas, situações, pessoas, grupos, enquanto ignoram a maior parte do que acontece no cotidiano. Mostra à exceção, o inusitado, o chocante, o horripilante, mas também o terno – um bebê desamparado, por exemplo. Destacam os que detêm atualmente algum poder – político, econômico ou de identificação/projeção: artistas, modelos, ídolos esportivos. Quando o perdem, desaparecem da tela (MORAN, 2008).

Nesse sentido a escola tem um papel de suma importância na utilização do vídeo. É seu papel alfabetizar visualmente os alunos, ensinando-os a ler o vídeo e saber utilizá-lo ao seu favor.

Se soubermos utilizar de forma adequada o vídeo na escola, esse recurso certamente irá auxiliar da mudança da postura do ser e do agir do aluno diante do mundo, levando as pessoas a refletir, analisar e agir em relação a sua própria vida, aos seus semelhantes, e as diversas situações da vida cotidiana.

Utilidade do Vídeo em sala de Aula

Adriana Lourenço
Podemos elencar diversas maneiras de se utilizar o vídeo na sala de aula, porém o nosso intuito não é oferecer uma receita pronta para aplicação, mas apontar meios de exploração. Antes de qualquer coisa cabe ao professor pesquisar, buscar diversos meios de aplicabilidade desse recurso e ver qual delas consegue se familiarizar.

Ferrés (1996) apresenta diversas maneiras de utilizar o vídeo como: veideolição, videoapoio, videoprocesso, programa motivador, vídeo interativo e etc.

A seguir trataremos de algumas dessas utilidades.



Informação de conteúdo de Ensino



Apresenta-se a informação de maneira sistematizada como as vídeo aulas ou tele aula, que atualmente encontramos nos programas educativos ou no Sistema de EAD. A outra forma é usar o vídeo comum, tipo filme, documentário, desenhos que podem ser explorado com múltiplas abordagens.



Motivação

Os vídeos devem ser utilizados como estimuladores da aprendizagem. Antes de iniciar um novo assunto, utilizar um vídeo desse teor seduz os alunos a adentrarem no espaço imagético.

Para motivar alguém é claro que precisamos antes estar motivados, isto quer dizer, com vontade de fazer algo que nos traga prazer. Desse modo, levar para os outros essa vontade.

Os meios audiovisuais por si só, já encantam a todos com as suas reflexões, é como entrar em espaços que nos levem a sonhar, refletir, seduzir nossas emoções para um melhor entendimento dos fatos.



Ilustração

A ilustração é uma arte pictória que amplia nossos sentidos e têm diversos significados e significantes. Ela pode elucidar, explicar, exemplificar, adornar filmes e vídeos. Auxiliam no enriquecimento do produto, daquilo que se pretende apresentar em sala de aula.



Meio de Expressão

Dentro de todos os meios acimas mencionados, o meio como expressão é um termo inovador. Expressar-se significa demonstrar através de algum meio algo que você conhece ou domina. Temos uma amplitude de meios pelos quais podemos nos expressar e um deles é o vídeo.

Incentivar nossos alunos a se expressarem através de gravações próprias é um excelente meio de educar-lhes para a tecnologia. Dessa forma eles poderam apreciar as próprias produções e reverem seus aspectos comunicacionais.

Como podemos ver o vídeo nos traz inúmeras possibilidades de uso, para isso, se faz necessário que o professor antes de mais nada domine essa mídia. A ação de domínio requer constante pesquisa e reflexão quanto ao seu uso.

O vídeo bem empregado em sala de aula trará inúmeros benefícios a aprendizagem dos alunos, basta que para isso seja usado com intencionalidade pedagógica.

A Influência das Novas Tecnologias e as Novas Possibilidades no Sistema EAD

Adriana Lourenço
 As novas tecnologias digitais adentraram todos os espaços de nossa vida, numa proporção que talvez não tenhamos consciência desse fato e como elas modificaram as bases estruturais da nossa vida.

O mesmo acontece nos sistemas de ensino tanto presencial como a distância.

No sistema de EAD, as tecnologias digitais são confrontadas com um desenvolvimento tão veloz, que a sua utilização como recurso didático ultrapassou todos os outros recursos didáticos.

Atualmente temos o computador que tem a capacidade de armazenar uma grande gama de informações que em alguns instantes. Num piscar de olhos buscamos informações e elas se colocam sobre a tela, numa velocidade imaginável. Aqui não podemos deixar de citar a conexão mundial em rede, que abrange todo o mundo na troca de informações e comunicação que antes do século XXI era feito por máquinas com pouca sofisticação e com custo alto.

Com essa revolução tecnológica a educação toma novos rumos, principalmente no que se refere na didática do ensino a distância e Peters (2006) afirma que: “a teleconferência e o computador pessoal modificam a concepção didática do ensino a distância de tal maneira que já agora se fala de uma segunda e uma terceira gerações dessa forma de ensino e aprendizagem.”

As novas tecnologias proporcionam formas ampliadas no ensino e na aprendizagem no sistema EAD. Elas trazem várias possibilidades o que trazem várias possibilidades o que torna a aprendizagem mais atrativa e eficaz. Para que o docente abre um leque de novas possibilidades didáticas.

Peters nos apresenta também, os principais métodos de ensino a distância, utilizando as tecnologias como recurso didático. Essas apresentações são fruto de uma pesquisa do qual ele pode conhecer a realidade de diversas universidades americanas e européias apresentando as suas contribuições e seus anseios relativos ao uso das tecnologias e as modificações necessárias na didática de EAD.

No entanto vamos anos aterem ao uso específico do áudio e vídeo no sistema de educação à distância.

O questionamento inicial se faz em relação das reais funções didáticas dessas tecnologias no ensino a distância. Quem nos responde essa questão é Garrison (1994). Segundo ele essas duas formas poderiam ser resumidas como sendo a essência de todo esse processo seria a comunicação entre docente e discente.

Para ele a comunicação é a principal ferramenta, porque mestre e aluno através de um diálogo bidirecional tecem relações que proporcionam aprendizagem e também se utilizam desses recursos como meio de ensino.

Garrison tem como proposta de trabalho tornar a teleconferência como argumento para o surgimento da segunda geração de ensino a distancia, passando assim por grandes modificações estruturais.

Entendemos por teleconferência a conferência que se efetua simultaneamente em um ou mais lugares distintos.

Podemos assim dizer que por meio digitais de comunicação, estaria garantido por meio deles o diálogo no futuro do sistema de EAD.

A teleconferência dar-nos a idéia de uma sala amplificada, onde um docente estaria com uma turma presencial ministrando sua aula e essa aula também seria assistida por outras turmas em lugares diferentes.

Não estamos muito distante dessa realidade, porque atualmente temos diversas universidades que se dedicam ao ensino a distância e utiliza-se de diversos recursos digitais para proporcionarem aos seus alunos um ensino de qualidade. Temos conexão em rede, aulas que são transmitidas em tempo real através de satélites, módulos impressos com impressoras a laser, chats durante as aulas presenciais que proporcionam o efetivo diálogo entre professor e aluno.

O mais fantástico dessa exposição é de que o ensino a distância aliado ao uso das tecnologias digitais proporcionam para milhares de pessoas, a inserção no universo acadêmico, melhorando a qualidade de vida, realização profissional, enfim, responde aos anseios de uma sociedade que vivencia a era midiática.

No que tange ao professor, esse para que realmente utilize dessas ferramentas ao favor do ensino e da aprendizagem, deverá ter primeiro, vontade e suportes didáticos, segundo necessita de formação e aprimoramento constante.

A nossa realidade brasileira, já deu grandes avanços, mas ainda a formação necessária ao do uso das tecnologias de informação e comunicação digital são para um grupo minoritário e as nossas escolas públicas ainda não disponibilizam desses recursos tão avançados.

PESQUISA EDUCACIONAL

Adriana Lourenço


Pesquisa é o modo científico para obter o conhecimento da realidade empírica e também poderíamos dizer que pesquisa é o conjunto de atividades intelectuais que leva á descoberta de novos conhecimentos.

Qualquer pesquisa tem a finalidade de responder a um questionamento, resolver um problema e descobrir respostas sobre as questões que intrigam cientistas e estudiosos na área.

A pesquisa educacional se encontra entre as ciências humanas e sociais, sofreu as influências dessas ciências, portanto os estudos fenomenológicos educacionais acompanharam á evolução das pesquisas científicas.

As pesquisas educacionais realizadas no século XIX seguiam a linha do positivismo, por se acreditar por muito tempo que existia a possibilidade de decompor os fenômenos educacionais em suas variáveis básicas e assim obter o conhecimento total dos fenômenos estudados.

Mesmo com a possibilidade da aplicação de estudos experimentais na área da educação, com o tempo foi-se percebendo que as pesquisas educacionais não podiam se limitar ao uso desse método. Surge, então, por parte dos pesquisadores da área de educação, a necessidade de buscar novas formas de trabalho em pesquisa, rompendo assim com os antigos paradigmas.

Começaram, portanto surgir novas propostas de abordagem de pesquisa, na área da educação, com soluções metodológicas diferentes. Surgem, por conseguinte, as modalidades de pesquisa participante, pesquisa-ação, pesquisa etnográfica, estudo de caso que abordaremos mais adiante neste texto.

Surge a nova prática da pesquisa educacional, voltada para a investigação do cotidiano das escolas e das salas de aula. Lúdke e André (2003, p.8) afirmam que “na base das tendências atuais de pesquisa em educação se encontra uma legítimas e finalmente dominante preocupação com os problemas de ensino”. Essa mesma constatação é feita por Mello, citado por Lúdke e André (2003, p.8) afirmando que: “a pesquisa passa a estar mais voltada para a apreensão do funcionamento interno da escola e do sistema escolar”.

Toda e qualquer tipo de pesquisa somente terá validade científica se for realizada observando os preceitos dos métodos científicos. E na área de pesquisa educacional não pode ser diferente.



Pesquisa Quantitativa

Parte do princípio de que tudo pode ser quantificado. Isso significa transformar em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Utiliza-se de recursos e técnicas estatísticas.

Na área educacional ela quantifica: demanda de alunos matriculados, alunos aprovados ou reprovados, alunos retidos na série, números de alunos con dificuldades e etc.

Exemplos de pesquisas atuais: ENEN, ENADE, Provinha Brasil...



Pesquisa Qualitativa

Considera que há uma relação dinãmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos. O ambinete natural é a fonte direta para coleta de dados, e o pesquisador é o intrumento chave.

A pesquisa qualitativa na área de educação estuda a escola a aprtir da análise de elementos ou das situações vivenciadas no cotidiano escolar.



Pesquisa Etnográfica

Utliza-se de técnicas que são tradicionalmente associadas à etnografia, como: a observação, a entrevista, e a análise de documentos.







Pesquisa Estudo de Caso

O que a caracteriza um estudo de caso é um estudo profundo, exaustivo e detralhado para que se possa obter o maior número de informações sobre uma pessoa ou um grupo de pessoas. Não permite generalizações. Portanto, os resultados obtidos só têm validade para aquela população que foi estudada.

Na área educacional a sua utiliadde é de identificar um problema educacional e também serve para entender a dinâmica da prática educativa.



Pesquisa -Participante

Pesquisa participante desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas.



Pesquisa Bibliográfica

Pode-se constituir em etapa prévia em um processo de epsquisa, seja qual for o problema em questão, com o objetivo de ter um conhecimento prévio da situação em que se encontra um assunto na literatura da área. Ela também pode ser utlizada para a realização de uma pesuisa teórica sobre um determinado assunto.

Em qualquer tipo de pesquisa principalmente na área educacional serve para resolver as questões educacionais vigentes em busca da melhoria da qualidade da educação.





Referências:



Universidade Norte do Paraná. Curso superior de Pedagogia: módulo 2. Londrina: UNOPAR, 2006.

Métodos de Pesquisa

 Adriana Soares Lourenço dos Santos


Método é um conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.

A palavra método é derivada do grego Méthodos, que significa ‘caminho para se chagar a um fim'. Assim, na dimensão semântica, entende-se por método, a ordem em que se devem dispor os diferentes processos necessários para se alcançar um resultado desejado. Em outras palavras, método é um procedimento (forma), passível de ser repetido para atingir-se algo, seja tangível (material) ou intangível (conceitual).

Lakatos e Marconi (2000, p. 44) observam que todas as ciências precisam de um caminho seguro para chegar a seus objetivos. Esse caminho é o método. Mas, em contrapartida, nem todos os ramos de estudo que empregam esses métodos são ciências. Ainda para as autoras citadas, a utilização de métodos científicos não é da alçada exclusiva da ciência, mas não há ciência sem o emprego de métodos científicos.

Dessa forma podemos sintetizar que o método tem a finalidade de produzir conhecimentos demonstráveis através da comprovação de hipóteses apresentadas.

A seguir conceituaremos os principais métodos de abordagem:

Método dedutivo

Modalidade de raciocínio lógico que faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de determinada(s) premissa(s).

No corpo da lógica clássica, a indução pode ser reduzida à dedução.

Essencialmente, os raciocínios dedutivos se caracterizam por apresentar conclusões que devem, necessariamente, ser verdadeiras caso todas as premissas sejam verdadeiras.





Método indutivo

È aquele que parte de questões particulares até chegar a conclusões generalizadas. Este método está cada vez mais sendo abandonado, por não permitir ao autor uma maior possibilidade de criar novas leis, novas teorias.

Próprio das ciências naturais também aparece na Matemática através da Estatística. Utilizando como exemplo a enumeração, trata-se de um raciocínio indutivo baseado na contagem.

Método Dialético

Constrói-se montando um novo sistem de hipóteses partindo da anulação do sistema santerior.

Método fenomenológico

Define se como uma volta às coisas mesmas, isto é, aos fenómenos, aquilo que aparece à consciência, que se dá como objecto intencional.

Seu objectivo é chegar à intuição das essências, isto é, ao conteúdo inteligível e ideal dos fenómenos, captado de forma imediata.

Toda consciência é consciência de alguma coisa. Assim sendo, a consciência não é uma substância, mas uma actividade constituída por atos (percepção, imaginação, especulação, volição, paixão, etc), com os quais visa algo.

Método hipotético-dedutivo

Consiste na construção de hipóteses que devem ser submetidas a testes, os mais diversos possíveis, à crítica intersubjetiva, ao controle mútuo pela discussão crítica, à publicidade (sujeitando o assunto a novas críticas) e ao confronto com os fatos, para verificar quais são as hipóteses que persistem como válidas resistindo as tentativas de falseamento, sem o que seriam refutadas. É um método de tentativas e eliminação de erros, que não leva à certeza, pois o conhecimento absolutamente certo e demonstrável não é alcançado.

Poderíamos assim dizer que as diferenças básicas do método são:

O dedutivo apenas se utiliza da razão para alcançar o conheceimento, já o indutivo obtem o conhecimento a partir da experimentação, enquanto o hipótetico dedutivo utiliza-se mais da lógica, o dialético os fenômenos são contraditórios e fenomenológico isola as experiências das causas para se chegar a uma conclusão.

A escolha de melhor método de pesquisa orientará o pesquisador a traçar todo o roteiro do que se pretender estudar. A melhor opção como também seguir uma metodologia, servirá para boa execução de um trabalho.





Referências:



LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 4 ed.rev. e ampl. – São Paulo: Atlas 200.



TEIXEIRA, Gilberto. A questão do método na investigação científica. http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=21&texto=1660. Acessado em 29/07/2009.



Wikipédia,a enciclopédia livre. ttp://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal

Como elaborar Projetos de Ensino

Adriana Lourenço

Existem vários benefícios da realização de projetos de ensino como alternativa metodológica. Eles possibilitam considerar o conhecimento como globalizado, abrem espaço para trabalhos que vão além do espaço delimitado por cada disciplina, valorizam os saberes dos alunos, oportunizam um processo mútuo de aprendizado, através de processos onde a aprendizagem se torna mais significativa, fortalece a função social da escola, ligando ensino-pesquisa-extensão na tríade escola-sujeitos-sociedade.

Porém, não existe nenhuma receita que garanta o sucesso de um projeto de ensino. O que temos são algumas prerrogativas que auxiliam neste processo. Elaborar um projeto é planejar, é delinear o que se pretende fazer, ao que se pretende chegar, como isto será feito... Quanto mais detalhado for este planejamento, mais condições você terá de prever os fatos, evitando imprevistos. Mesmo assim, os imprevistos não estão excluídos do processo, são eles, juntamente de todas as peculiaridades do processo, que tornam esta uma experiência tão rica. Porém, se o projeto estiver bem estruturado, será mais fácil para o educador lidar o que pode vir a acontecer.

Existem alguns passos que facilitam este planejar:

* Problematização: A problematização se dá a partir da observação. É a observação minuciosa do contexto que possibilita ao educador-investigador ver quais são as temáticas que realmente representam uma problemática para aquele contexto.

* Escolha do tema gerador: O tema surge do contexto observado e é ele que balizará todas as ações do projeto. É muito importante que o tema seja bem delimitado e que tenha uma relevância para o contexto em que se pretende trabalhar.

* Justificativa: Informe com clareza os motivos que o levaram a realizar seu projeto. O que você queria que a turma aprendesse? Para isso, trace um perfil da escola, dos alunos, cite a colaboração dos pais, da comunidade escolar e do bairro, das organizações envolvidas, de especialistas.. Mostre como as atividades se articulam à proposta pedagógica da escola.

* Objetivos: O que se pretende alcançar com esta ação (conhecimentos adquiridos, mudanças de atitude e/ou habilidades conquistadas). Normalmente tem-se um objetivo geral, de maior amplitude, e objetivos específicos, que esmiúçam o objetivo geral e dizem respeito às ações.

* Conteúdos: Especifique os principais conteúdos curriculares trabalhados no projeto para atingir os objetivos propostos. É interessante que o projeto envolva outras disciplinas (em um trabalho colaborativo com outros professores), neste caso, os conteúdos das outras disciplinas contempladas pela ação também devem ser elencados.

* Metodologia: Como você pretende alcançar os objetivos, qual é a dinâmica do projeto... Aqui, precisam ser descritas:

- Desenvolvimento das ações: passo-a-passo do trabalho e das atividades propostas, respeitando a ordem cronológica.

- Recursos: livros, vídeos, computador, retroprojetor, máquina fotográfica... Especificar quais recursos será utilizado e como ele serão adquiridos (a escola tem, os integrantes do grupo vão levar, os alunos vão trazer de casa...)

- Bibliografia e outras referências: livros, artigos, revistas, vídeos, sites... Especificar quais e onde estão disponíveis (os integrantes do grupo tem, existe na biblioteca da escola, a professora da escola vai emprestar, foi tirado xérox/cópia...)

É fundamental que todo o material utilizado (produzido ou compilado) para o desenvolvimento da atividade (questionários, palavras-cruzadas, figuras, textos...) seja anexado ao projeto.

* Revisão bibliográfica: É fundamental que se consulte a bibliografia sobre o tema/conteúdos que se pretende abordar no projeto. Dependendo do conteúdo, algumas metodologias se aplicam melhor que outras, mas, para tanto, é necessário conhecer o tema.

* Avaliação: No projeto é necessário indicar as prerrogativas teóricas da avaliação (qual concepção de avaliação se segue, o que se pretende com ela) além dos instrumentos que serão utilizados para tanto. Já no relatório, é necessário, nesta parte, descrever a implementação desta, dificuldades, novas construções, resultados obtidos... A avaliação se compõe de duas partes:

- Do processo de aprendizagem dos alunos. Como se pretende verificar o que os alunos aprenderam? Quais instrumentos avaliativos serão utilizados? Ao final é necessário apresentar sua avaliação sobre o que os alunos aprenderam, o que foi necessário alterar no planejamento, o progresso dos alunos...

- Do trabalho pedagógico. Esta avaliação é fruto da avaliação do grupo pela atividade desenvolvida e dos alunos sobre a atividade desenvolvida pelo grupo. Ou seja, é necessário que cada integrante do grupo que aplicou o projeto faça uma auto-avaliação do projeto, também é necessário que os alunos envolvidos posicionem-se sobre a ação, relatando os pontos positivos, as falhas, as críticas...

ORIENTAÇÕES DE PLANO DE TRABALHO DOCENTE

PLANO DE TRABALHO DOCENTE
Adriana Lourenço



A dimensão conceitual



O que é um plano?



• É um documento que registra o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer e com quem fazer;



• É um norte para as ações educacionais;



• Plano é a formalização dos diferentes momentos do processo de planejamento;



• É a apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas.





O plano de trabalho docente:



• Implica no registro escrito e sistematizado do planejamento do professor;



• Antecipa a ação do professor, organizando o tempo e o material de forma adequada;



• É um instrumento político e pedagógico que permite a dimensão transformadora do conteúdo;



• Permite uma avaliação do processo de ensino e aprendizagem;



• Possibilita compreender a concepção de ensino e aprendizagem e avaliação do professor;



• Orienta /direciona o trabalho do professor;



• Requer conhecimento prévio da Proposta Pedagógica Curricular;



• Pressupõe a reflexão sistemática da prática educativa.



TIPOS DE PLANO


Projeto Didático:



São inúmeras as atividades humanas nas quais, atualmente, a idéia de projetos está colocada como uma nova forma de organizar e realizar as atividades profissionais.

É muito utilizado atualmente na Pedagogia de Projetos, pois dá ao professor a possibilidade de realização de uma meta, um querer que orienta e dá sentido às ações que se realizam com a intenção de transformar a meta (o sonho) em realidade.

O projeto didático deve seguir as seguintes etapas:



1)Cabeçalho

2)Título

3)Justificativa

4)Objetivo Geral

4.1) Objetivos Específicos

5)Conteúdos

6)Metodologia

7)Cronograma

8)Recursos

9Avaliação

10)Referências Bibliográficas



Plano de Trabalho





Escola:_______________________________________ Disciplina:______________

Professor:____________________Período:_________________________________

Série:_______________________





Conteúdos Conceituais e Dimensão do Conceito Encaminhamentos Metodológicos Recursos (didáticos pedagógicos) Avaliação

Verbos mais usados por conceito:


Conteúdos Conceituais

Saber Conteúdos Procedimentais

Saber fazer Conteúdos Atitudinais

Ser e Conviver

Identificar, reconhecer, classificar, explicar, relacionar, situar (no espaço ou no tempo), interpretar, indicar, citar, enumerar, listar, assinalar, diferenciar, distinguir, conceituar, caracterizar, definir.

Manejar, construir, confeccionar, coletar, descrever, representar, observar, experimentar, testar, elaborar, simular, planejar, executar, compor, classificar, analisar, representar, comparar, resumir, obter e organizar dados, formular hipóteses, verificar, registrar, medir, sintetizar, ler diferentes tipologia textuais, consultar bibliografias, prever, predizer, elaborar perguntas, resumir, comunicar, pesquisar. Valorizar (suas próprias idéias...), comportar-se (de acordo com...), apreciar, ponderar, adotar hábitos, partilhar, dialogar, ouvir, criticar, avaliar, decidir, empenhar-se, procurar conhecer, interessar-se, predispor-se, colaborar, posicionar-se, exercitar, demonstrar, persistir, experimentar...


Plano de Aula:

1. Tema (informe aqui o tema da aula. Por exemplo: Computador como instrumento de comunicação);

2. Data e série/turma;

3. Objetivos (Enumere aqui os objetivos da aula, ressaltando o que espera que o aluno seja capaz de realizar utilizando os conhecimentos obtidos);

4. Conteúdos (conteúdos conceituais e dimensão do conceito);

5. Atividades (detalhe aqui as atividades que serão realizadas durante a aula, mencionando os procedimentos que serão utilizados em cada atividade. Por exemplo: a aula pode ser dividida em uma parte expositiva, onde serão apresentadas noções básicas sobre o tema explorado, seguida de uma parte prática, onde os alunos deverão desempenhar uma tarefa como uso do computador);

6. Avaliação (Descreva os instrumentos de avaliação de aprendizagem que serão utilizados nesta aula);

7. Recursos Didáticos (Relacione todo o material que servirá de apoio à preparação e à execução da aula, incluindo software, apostilas, DVD’s, músicas etc);

PLANO DE AÇÃO



Um plano de ação é uma previsão detalhada das etapas de um trabalho a ser realizado. Ele é importante por permitir uma reflexão sobre o processo a ser vivenciado, contribuindo para uma definição clara e consciente do que se pretende (objetivos) e dos modos de se alcançar tais intenções (estratégias e recursos).

Esse plano de ação deve ser utilizado na elaboração de festas, passeios, seminários, apresentações culturais, feira de Matemática, festival de música, viagens e etc.

O que será feito? Quando será feito? Onde será feito? Por que será feito? Quem fará? Como será feito? Agentes controladores


Dez Mandamentos do Professor

1 ESQUEÇA A BUROCRACIA

Acabou a idéia de que planejar é ir a reuniões chatas em que o professor se sente como um carimbador de papéis. "Antes o plano vinha pronto, em pacotes". "Hoje quem leciona tem espaço para criar."

2 CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO

Para planejar, é preciso conhecer as condições e os interesses dos estudantes. “Pergunte-se sempre: ‘O que meu aluno deve e pode aprender”?

3 FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA)

O plano de ensino é um documento pronto, que serve de base para o planejamento. Já o planejamento é um processo. Ele deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4 ESTUDE MUITO PARA ENSINAR BEM

"Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe". Por isso, veja se você conhece bem os assuntos de que vai tratar. Claro que também é preciso saber como ensinar.

5 COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE

Quando pensar numa aula, tente se colocar no lugar do estudante. Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6 DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE

"Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos com toda a turma". Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades e as dificuldades dos alunos. "Dificilmente será possível trabalhar todos os conteúdos com toda a turma". Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades e as dificuldades dos alunos.

7 PESQUISE EM VÁRIAS FONTES

Toda aula requer material de apoio. Reserve tempo para pesquisar. Busque informações em livros, jornais, revistas, discos, na internet ou em qualquer fonte ligada a seu plano de trabalho, sem preconceitos.

8 USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO

O professor deve aplicar diferentes métodos, como aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas de campo. "Combinar várias formas de trabalho é a essência da arte de ensinar".

9 CONVERSE E PEÇA AJUDA

Seu coordenador precisa ajudar você a planejar. Ele deve contribuir para que seu trabalho seja coerente com o projeto pedagógico da escola. Conversar com os colegas também é útil. Aproveite as reuniões.

10 ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA

Uma boa idéia para analisar o que está ou não está dando certo em seu trabalho é comprar um caderno e anotar, no fim do dia, tudo o que você fez em classe, suas dúvidas e seus planos. Esse é um modo prático de atualizar o planejamento.

Fonte: Revista Nova Escola www.uol.com.br/novaescola

MELHORANDO A QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS ATRAVÉS DE TERAPIAS COMPLEMENTARES

Adriana S. Lourenço dos Santos

Antônio José Lourenço dos Santos

Um pouco da nossa experiência

Contemplamos nesta parte de nosso trabalho de pesquisa bibliográfica, para relatar a nossa experiência enquanto educadores no ensino especial e do uso e aplicação das terapias complementares em alunos com necessidades educativas especiais. Ele pode delinear os primeiros passos para um modo complementar de educar e de uma nova práxis, com a busca da essência da vida e da saúde, através de um espírito criador e de uma pedagogia holística.

No atual contexto, onde prevalece à cultura do ter em detrimento do ser, observamos que se dispõe cada vez menos de tempo para refletir sobre o verdadeiro sentido da vida, da saúde e da doença. Com o intuito de minimizar essa dificuldade, partimos em busca de outras formas de conhecer o ser humano, percorrendo outros caminhos terapêuticos. Percebemos a necessidade de conhecer a essência do ser e isso nos levou a buscar alternativas.

Além de Pedagogos, temos formação em Terapias Complementares como Reiki e Cromoterapia. Também nos dedicamos a pesquisar outras terapias como a Musicoterapia e Aromoterapia. Todas essas pesquisas nos instigaram a aplicar as terapias complementares em consonância ao pedagógico, com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos alunos com necessidades especiais e auxiliar no processo de aprendizagem. Visto que a aprendizagem não pode ser encarada apenas como o ensinar a ler e escrever, mas a abordagem de vários aspectos relativos ao crescimento e desenvolvimento humano, permitindo ao aprendente, vivenciar experiências que possam ajudá-los durante sua existência.

A nossa experiência enquanto educadores vêm acontecendo desde 1985, na cidade do Rio de Janeiro, onde lecionávamos no ensino regular com turmas de 1ª a 8ª séries do Ensino Fundamental. Muitas vezes nos deparamos com alunos inquietos, com alunos que não conseguiam aprender. Pela falta de informação não sabíamos lidar com este tipo de aluno, pensando tratar-se de falta de limites.

Nossa caminhada continua, e para que o leitor possa melhor compreender, necessitamos relatar a nossa trajetória espiritual e sua relação com a nossa experiência na Educação Especial.

Quando viemos morar em Rio do Sul tivemos a grande oportunidade de conhecer mais de perto as terapias complementares, das quais nos apaixonamos rapidamente. Fizemos diversos cursos, fomos a vários seminários, palestras e também recebemos tratamentos da maioria destas terapias.

No ano de 2003 comparecemos ao um seminário de Reiki, que significa segundo CARLI (2000) energia vital universal. Nesse seminário estava presente um grupo de pessoas, das quais uma era Mestra de Reiki. Fizemos várias sessões de relaxamento, aprendemos como utilizar e aplicar o Reiki e através de uma iniciação tornamo-nos reikianos. A partir dessa época sentimo-nos mais serenos e bem dispostos e nossa vida mudou em vários aspectos. Aprendemos a nos cuidar, a respeitar nossos limites, e continuamos nossos estudos aumentando nossos conhecimentos sobre esse tipo de energia.

Nessa caminhada meu esposo e companheiro de monografia, que sempre gostou de procurar respostas científicas e lógicas para todos os fatos, dedicou-se a estudar as Terapias Vibracionais.

Nossas leituras na busca do conhecimento sobre terapias Vibracionais, nos conectaram com cientistas holísticos como Bárbara Brennan (1987) que, através da física quântica, revela que:

“somos feitos de energia, interagindo e transmutando num infinito presente em ação. Somos um átomo fazendo parte de um infinito universo vibracional”.

No ano de 2004, começamos a trabalhar como professores do ensino especial, na escola Recanto Alegre no município de Rio do Sul em Santa Catarina, que tem como entidade mantenedora a APAE.

Nessa instituição, tivemos a oportunidade de atuar em turmas de alunos autistas, com síndrome de Down , TDAH e DM, classificados conforme diagnóstico médico e psiquiátrico, alguns deles apresentando também deficiências múltiplas.

No caso dos alunos autistas, verificamos que o Psiquiatra prescrevia medicações que atuavam diretamente no Sistema Nervoso Central. Sentíamos que eles necessitavam algo mais em suas vidas, além de acompanhamento pedagógico e multidisciplinar. Como o nosso trabalho também atua no Sistema Nervoso Central, pensamos em aplicar Terapias Complementares a fim de auxiliar os tratamentos tradicionais.

Na rotina dos autistas, as atividades iniciavam com relaxamento em consonância com a musicoterapia. Eram colocadas músicas instrumentais, sons da natureza ou sons de animais. Esses gêneros musicoterápicos eram usados de acordo com o estado de humor dos alunos. Observou-se que estes gêneros de sons proporcionavam efeitos relaxantes. Como apoio era, usada a Terapia Vibracional, aplicada na região da cabeça por intermédio do Reiki.

No início da aplicação alguns alunos não deixavam que os tocassem, porém com a continuidade verificou-se que quando estavam agitados, procuravam as mãos do professor aplicador e as encaminhavam diretamente na região da cabeça. Um aluno autista de 18 anos, após ingerir os medicamentos alopáticos, ficava com o rosto avermelhado e dava pancadas em sua cabeça, produzindo sons de dor. Com aplicações diárias de Reiki e de massagens faciais, o mesmo foi apresentando um comportamento mais tranqüilo e já conseguia por vezes se manter concentrado por alguns minutos em alguma atividade pedagógica dirigida.

Na aplicação da cromoterapia, era usado como instrumento uma lanterna, primeiramente com a cor verde e azul e na continuidade das aplicações foram introduzidas outras cores de acordo com a necessidade de cada aluno. Era colocado o filtro verde na base da lanterna, e era aplicado um banho de luz em volta de todo o corpo do aluno. Após essa aplicação era aplicada a cor azul no meio da fronte.

A aromaterapia foi usada em forma de incensos colocados dentro do ambiente da sala de atividades. As essências de camomila, rosa branca, aloe véra, alecrim, canela e outras mais, servem para ajustar o equilíbrio energético.

A turma do Ensino Fundamental era composta de seis alunos, com diagnóstico de hiperativos e deficientes mentais moderados e graves. Cada um demonstrava um ritmo de aprendizagem e acreditávamos no potencial de cada um, porém o ensino fundamental tem um caráter alfabetizador, conforme citado anteriormente. Essa turma já trazia consigo um histórico de fracasso escolar. A maioria desses alunos já havia passado por diversas experiências no ensino regular, sem sucesso no processo de alfabetização.

Como já foi descrito acima foi utilizado, a musicoterapia no início de cada aula, seguido de um relaxamento “Relax e Programação Positiva” do Dr. Pedro Antônio Grisa, no qual os alunos ouviam as mensagens. Pudemos observar que o aluno com diagnóstico de TDAH de início não conseguia ficar por muito tempo relaxado. Ele sempre mexia o seu corpo como também tirava os outros alunos da concentração. Conforme foram feitas às outras sessões, ele foi se acalmando, refletindo no seu tempo de concentração nas atividades de alfabetização. Os alunos com deficiência mental grave ficavam em silêncio ouvindo. Uma dessas alunas sorria muito e demonstrava alegria a ouvir a meditação como também as músicas.

Num outro momento era aplicada a luz na fronte tem como indicação a estimulação da criatividade e maior concentração. Segundo Pagnamenta (1998, pg.32) As crianças irrequietas estudam melhor com a luz azul. Observou-se que três desses alunos tiveram melhor fixação dos conteúdos. Saíram do analfabetismo funcional, e conseguiram atingir ao nível silábico alfabético. No final do ano já liam pequenos textos e escreviam frases simples. Esse fato de alfabetização ter se dado para três desses anos, mostrou-nos uma grande vitória. Por que o fracasso de anos se tornou um trunfo, com isso houve a melhora da auto-estima e verificamos serenidade em seus semblantes como também a diminuição dos ataques de epilepsia. Não podemos afirmar com cunho científico se todo tratamento realizado, contribuiu para a diminuição desses ataques que antes eram freqüentes.

A aplicação de Reiki era feita em dias alternativos e também de acordo com os transcorrer do dia. Inicialmente eram feitas aplicações (imposição das mãos a distancia), para todo o grupo, depois aplicávamos o Reiki na cabeça e logo após no coração. Cada um apresentou uma reação. Teve dias que uma das alunas chegou a chorar, dizendo estar com saudades de um ente querido, mais tarde soubemos que essa menina foi criada pela avó que já havia falecido. Cabe salientar que essa aluna não conseguiu se alfabetizar plenamente, mas demonstrava encorajamento e desenvoltura nas atividades extracurriculares e passou a pertencer ao grupo do coral da APAE.

Um dos alunos (autista), com as aplicações de Reiki começou a interagir melhor com a turma. Deixava que seus colegas pegassem seu jogo de dominó, jogo preferido no qual ele não compartilhava com ninguém. Apesar da ecolalia acentuada, por vezes chegou a nos chamar pelo nome.

Acreditamos que com uma visão holística da realidade da educação especial, possibilite aos profissionais da educação o reconhecimento de que para o pleno gozo da felicidade, saúde, aprendizagem é necessário um relacionamento integrado entre corpo, mente e espírito, e devemos ver nossos alunos com um ser total e não um ser isolado. O tema deste trabalho em Educação Especial nos deu coragem de experimentar muitos modos de ser e iluminou nosso projeto, não só o nosso trabalho, como também o nosso projeto de vida. Por isso nos propusemos a lançar, através do relato de nossa experiência, nossa intenção, já preconizada por Jorge Larrosa (2000) quando diz: “teremos, talvez, que aprender a viver de outro modo, a pensar de outro modo, a falar de outro modo, a ensinar de outro modo”.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Literatura Afrobrasileira

Ouvimos muitas histórias durante a nossa infância, mas na maioria delas quase não vimos como heróis principais a figura do negro.
Atualmente já temos a nossa disposição, diversos livros infanto-juvenis que resgatam a cultura afrodescendente.
Em 2003, foi decretada a Lei Federal n.º 10.639, que mudou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino e transmissão de cultura africana e afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino públicos e privados de todo o País.
Temos certeza que nossas crianças vão apreciar esse tipo de produção literária e os porfessores terão em suas mãos temas relevantes para trabalharem as questões diverisifcadas.
Aqui deixo algumas dessas indicações.

 Confira algumas delas!

















 


 


 


 

Aproveitem a dica e conte essas histórias maravilhosas para os seus alunos.

Recursos para contar Histórias

Contar histórias é uma arte. Antes de iniciar uma história o professor deve conhecer muito bem o conteúdo do livro. Para enriquecer  o seu projeto de contação de histórias, você pode ilustrá-las com alguns recursos.


Personagens feitos de palitos de churrascos.

Outros de colher de pau.

Confeccionar luvas com diversos personagens.


Criar um avental......

Coloque a sua imagina para florir.

Casinha de fantoches.


A mala. As crianças adoram surpresas! Todas ficam esperando para ver o objeto mágico.

Essas são algumas dicas de recursos que você pode criar, inventar, inovar para que as suas aulas de leitura se tornem prazerosas.

Agora é só colocar a mão na massa.

RECURSOS DIDÁTICOS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Recursos didáticos são todos os meios utilizados para estimular o aluno na aprendizagem de um determinado conteúdo ou transmissão de informação.

Existe uma variedade de recursos tecnológicos como: DVD, computador, data show, jogos interativos, peças anatômicas, peças geométricas tridimensionais, que são utilizadas como ferramentas pedagógicas enriquecendo o universo escolar.

Na sala de aula o globo terrestre auxilia os professores de Geografia a localizarem com seus alunos, países, continentes e etc., saindo do abstrato e penetrando o concreto. Nas aulas de matemática a utilização do material dourado ajuda aluno a compreender conceitos como unidade, dezena e centena, auxiliando assim a decomposição dos mesmos. O computador já se torna mais amplo nas oportunidades, porque além de se conectar em tempo real com o mundo, favorece uma multiplicidade de ferramentas que auxiliam o aluno adquirirem conhecimento e também de se aprimorar para o mercado de trabalho.

Livros, filmes, imagens levam o leitor a despertar a sua sensibilidade para percorrer caminhos desconhecimentos pelo mundo do conhecimento, onde ora ele é autor e ora é leitor.

Os recursos didáticos devem ter critérios em termos de escolhas, formulação de objetivos para que sejam utilizados de forma correta para que a proposta de ensino se torne feliz.

O professor deve ter clareza quanto ao uso dos recursos didáticos como instrumentos a auxiliar e construir a forma de aluno de o aluno a racionar, de entender o mundo e aprender a lidar com esses recursos e também utilizam no seu cotidiano.

Uma sala de aula vai muito mais além dos recursos, ela precisa estar impregnada de diversos saberes.

Saberes que se adquirem no dia-a-dia na troca e experiências, na formulação de questionamentos, mas também no principal primar pela qualidade do ensino brasileiro, onde possamos realmente compreender que para educar precisamos ternura e que a nossa escola precisa ser encantadora para todos.

Convergência e Currículo

Devemos distinguir bem informação e conhecimento. A informação é a matéria prima, enquanto o conhecimento é a sistematização desta matéria prima em saberes. Na segunda metade do século XX as escolas foram se especializando fazendo com que o conhecimento fosse mais aprofundado e menos amplo. Hoje, temos que nos preocupar menos com o acumulo de conhecimento e mais com sua construção a partir de informações que devem ser pesquisadas. O desenvolvimento nas técnicas de comunicação ampliou o alcance dos conhecimentos compartilháveis.

Atualmente a tecnologias da informação e da comunicação, possui um posicionamento tanto educacional como cultural novo. Uma grande quantidade de informações disponíveis e sua conversão em conhecimento estão adquirindo um novo ordenamento para permear nossas relações com o saber.

Nossa educação mostra que os atuais paradigmas não atendem mais o momento atual, devido a quantidade e velocidade da informação. Com o conhecimento dinâmico e as informações sistematizadas, os meios de produção de conhecimento mudam da produção em massa para uma produção enxuta. Um novo paradigma deve ser criado bem como um novo perfil de cidadão para conviver na nova sociedade da informação e da tecnologia.

As atividades pedagógicas colaborativas e a distância vem se transformando na modalidade educacional apropriada para redes de produção de conhecimento. Como o conhecimento é visto como uma construção social, o processo educativo via ciberespaço é favorecido pela participação social em um ambiente que propicia a colaboração, a avaliação e o acesso a saberes universais, amplificando assim a aprendizagem individual de cada membro do grupo.

UBIQUIDADE

A velocidade da mídia eletrônica, promovida pela telemática, altera o campo dos conceitos, introduzindo uma nova forma de experienciar o tempo e o espaço. Promovendo um processo de deslocamento das relações sociais, dos contextos locais de interação e sua reestruturação de novos conceitos de tempo-espaço.
O desenvolvimento informacional e técnico esta modificando a sociedade, e a educação não pode ficar alienada a este processo. A velocidade da comunicação juntamente com as novas tecnologias da informação vem provocando diversas transformações sociais, econômicas e políticas, em um processo irreversível. Para visualizarmos melhor o impacto das tecnologias na cultura contemporânea devemos observar melhor a educação como um processo complexo, inacabado e em permanente evolução.

A abordagem pedagógica da aprendizagem colaborativa constitui a modalidade educacional apropriada para atividades coletivas em rede, nos meios digitais de comunicação. Assim, nesta sociedade da informação os processos educacionais passam por uma crise significativa. As informações não se atêm somente à palavra escrita, mas constituem uma grande diversidade, tais como: textos, gráficos, som, imagens, arquivos de áudio ou vídeo. Essas informações transformam nossa relação com o espaço-tempo dando-nos uma nova percepção de mundo, onde nossos saberes convertem-se em espaço de fluxos, criando e desfazendo verdades, competências e habilidades.

Trata-se de um território eletrônico, onde se trabalha com informações, dados e memória compartilhada através da interação, onde o espaço e o tempo não têm referência.

Assim, a mobilidade e a ubiqüidade dessa nova percepção de tempo, espaço e relação social usada na escola, podem experimentar uma nova sociabilidade, compartilhando um lugar simbólico marcado por novas relações.
Referências:
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 3.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

LEITE, Julieta. A ubiqüidade da informação digital no espaço urbano. In: LOGOS 29 Tecnologias e Socialidades. Ano 16, 2º semestre 2008.

LÉVY, Piérre. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1996.